segunda-feira, 9 de novembro de 2015



A velha escola
1949
 
Em mais de 60 anos de vida, Francina Amaral conta-nos, sempre com um sorriso na cara, como era a sua velha escola.
Há momentos de nostalgia, alegria... uma entrevista cheia de emoção.

Entrevista de Inês Ribeiro

Era muito diferente a escola em 1949?
         (sorri) Totalmente diferente, em vários aspetos, como na disciplina em sala de aula, no conteúdo que era dado, nas instalações, nos horários, nas disciplinas. Era tudo muito diferente...

As disciplinas, quais eram?
         Tínhamos português, matemática, estudo do meio... agora não sei se há essa disciplina ou se tem esse nome, estou um bocadinho desatualizada (ri-se) … também tínhamos história e ciências, mas não sei se era só a partir do 3ºano … acho que era.
 E também tínhamos artes plásticas e educação física (ri-se). A disciplina preferida das raparigas, era artes plásticas e dos rapazes, era educação física.

Havia um professor para cada disciplina?
         Achas?! (ri-se) não havia quase dinheiro para comprar um quilo de arroz! Não nós tínhamos uma professora para todas as disciplinas.
(Suspira) Era a professora Teresa Leitão, uma professora para vinte, vinte e tais alunos… coitadinha (sorri)!

As turmas eram mistas?
         Ah sim! Éramos raparigas e rapazes, todos juntos.

E os intervalos, como é que eram passados?
          Os intervalos, era a parte que mais gostávamos (sorri). Quem levasse merenda comia, e quando acabasse brincava, porque nas aulas não podíamos dar nem um pio, senão a professora virava bicho (ri-se)!

Já estamos quase a acabar, mas se tivesse de descrever a escola numa só palavra qual seria?
         (silencio) Ui é difícil. O nosso maior desejo era ir para a escola. Ela representava momentos de alegria e convívio. Era nela que nos refugiávamos e éramos crianças, brincávamos, ríamos porque, quando ela acabasse, passávamos a adultos que trabalhavam e que tinham responsabilidades.
Mas cresci muito na minha infância.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Notícia

Cadáver é encontrado

Na passada segunda-feira, em Vila Nova de Gaia, foi encontrado o cadáver de um homem de quarenta e nove anos.
A identidade do indivíduo encontrado é a de Edgar de Freitas Franco. Este foi encontrado na sua residência com 35 facadas, 2 tiros e decapitado.
O motivo, de momento, é desconhecido, apesar da população local dizer que a mulher do individuo o matou, porque ele sujou o chão que ela tinha acabado de encerar.
Os polícias desmentem a versão da população. Após uma pequena investigação feita pela TV Jaques, descobriu-se que a própria polícia revela medo de ficar frente a frente com o assassino de Edgar Franco.
A mulher do  sujeito é procurada para prestar depoimento e foi vista pela última vez  encerando o chão da Escola António Sérgio.




Jaqueline N 9