segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O conto



O presente ideal

Em tempos que já lá vão, um rei muito bondoso chamado António, tinha um castelo enorme com muitas torres, bandeiras e muitos guardas.
António tinha um filho chamado Salvador. Este era como o pai, bondoso, simpático e pronto a ajudar quem mais precisava. O menino estava prestes a fazer cinco anos, então o rei pensou:
- O meu filho está quase a fazer anos, mas o que é que lhe irei dar? Talvez um chapéu, um casaco…
O rei não sabia a prenda certa mas, de repente, exclamou:
-Já sei! Vou à Aldeia dos Brinquedos! Lá, de certeza, que encontro o presente ideal.
Para lá chegar, precisava de ir no seu barco. A viagem duraria um dia.
Na manhã seguinte, partiu no seu barco, com tudo o que precisava. A certa altura, quando o rei já teria feito metade do percurso, ouviu uma voz fininha, assustou-se e questionou:
-Quem está aí? Aparece!
-Sou eu vossa majestade, tenha calma!- disse a voz fininha aparecendo uma pequena boneca por detrás de um barril que lá havia.
-Quem és tu e como é que chegaste aqui?
-Eu sou a Carlota. Sou a boneca da filha da cozinheira do seu lindo castelo. Eu soube que o rei ia fazer uma viagem e o meu sonho sempre foi viajar- informou a boneca.
-Muito bem, eu vou à Aldeia dos Brinquedos, para ver se há lá alguma prenda para o meu filho que vai fazer anos.
-Vossa Majestade, eu conheço muito bem esse lugar, pois eu já lá estive muitos anos. Para encontrar a prenda certa, pode ir falar com o Pai Natal. Ele sabe sempre a prenda certa para qualquer criança.
-Muito obrigado!
O rei e a Carlota continuaram a viagem. No dia seguinte, chegaram à Aldeia dos Brinquedos.
-Rei António, isto não é fantástico?
-Sim, tens razão, nunca vi nada assim, mas agora temos que encontrar o Pai Natal!
-Vamos, Vossa Majestade – sugeriu Carlota excitada.
Na Aldeia dos Brinquedos, existiam muitos duendes que ajudavam o Pai Natal durante todo o ano. Finalmente, encontraram-no.
-Pai Natal! – exclamou Carlota correndo para os braços dele.
-Então minha pequenita, está tudo bem? O que fazes aqui?
-Sim, Pai Natal, eu estou aqui porque vim ajudar Sua Majestade a encontrar o presente ideal para o seu filho.
-Então, conte-me sobre o seu filho. - pediu ao rei com curiosidade.
-O meu filho chama-se Salvador e vai fazer cinco anos. É uma criança muito bondosa e amiga.
-Já sei!!
-Qual é o presente ideal, Pai Natal? – perguntou o rei com entusiasmo.
-O presente ideal para uma criança não são os carros, os jogos, os brinquedos,… nada disso. O importante é dar-lhe amor, carinho e, acima de tudo, apoiá-la sempre que ela precisar.
-Tem razão Pai Natal, muito obrigado!
O rei voltou para casa com a boneca Carlota. Quando chegaram ao castelo, já era o aniversário do pequeno Salvador.
-Parabéns filho!- disse o rei dando-lhe amor, carinho e dizendo que estaria ali sempre que ele precisa-se.
-Obrigado meu pai, também gosto muito de ti!
E foram felizes para sempre.
   
                                                                                                                                            Inês Ramos, Nº7
8ºD

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Comentário baseado no "cartoon" de Rodrigo


  O «cartoon» “Portugal e os animais descartáveis” tem como autor Rodrigo  e espalha, como é evidente, a estupidez do abandono de animais.
  A imagem que ilustra este «cartoon» representa os ecopontos habituais, existindo um extra,  a cor de rosa, que foi produzido para reciclagem de cães. Para esse mesmo ecoponto, dirige-se um senhor  que segura, ao colo, um cão pequenino a abanar a cauda, isto é, o canino não fazia a mínima ideia para onde ia.
  Este «cartoon» tem como intenção criticar as pessoas que (mal)tratam os seus companheiros. Significa que, quando os seus "amigos" envelhecem ou ficam doentes, começam a trazer problemas atrás de problemas e, como as pessoas simplesmente não querem gastar dinheiro com eles, transformam-nos em "lixo" e abandonam-nos.

  “Portugal e os animais descartáveis” traduz uma mensagem sensível para uns, apesar, de não o  ser para outros. Por outras palavras, este «cartoon» exproba todos aqueles que gostam dos animais quando são novos e não têm qualquer problema. Porém, quando são velhinhos e, por pura ignorância, “deitam-nos fora” para a reciclagem!